Paixão pelas Letras !

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Quem me acompanha aqui no blog ,sabe dá minha paixão pela literatura, sou uma convicta apaixonada pelas letras…as sílabas me seduzem realmente.Quando tinha uns 18 anos entrei numa oficina literária. De contos, pelo que me lembro, mas nem cheguei a escrever ou mostrar nada. Na primeira aula o professor saiu arrotando um autoritarismo e não voltei mais. Com aquela idade eu não deveria estar ali, ele praticamente falou. Com aquela idade eu não sabia nada de literatura e não estava à altura da aula dele, seu olhar dizia. Pediu para cada aluno se apresentar e todos se disseram escritores. Eu me espantei e retraí: disse que queria aprender. Perguntou para mim o que eu gostava de ler e falei Kafka, estava lendo muito Kafka naquela época, e continuei com um outro autor, brasileiro. Mas para o professor eu deveria ter ficado calada. No que eu disse o nome desse escritor brasileiro que eu estava lendo – livro na mochila, inclusive, que não mostrei – o professor fez um muxoxo e disse que aquele não era um escritor de verdade. Por um tempo eu não entendi a raiva contida naquele muxoxo, o azedume do comentário, o esgar que, em peso dramático, foi quase um cuspe no chão ao ouvir o nome. Agora entendo: inveja; picuinhas; grupos literários. Aquele professor já passando dos 50 com uma raiva infantil de molecote mimado que não ganhou um parabéns da tia na redação. Lembro sempre dessa história , quando Inácio de Loyola Brandão venceu o Jabuti de melhor livro de ficção do ano. Era ele o escritor maldito. E o livro na mochila era justamente Dentes ao sol, que hoje,Loyola diz que é seu livro predileto, pelo qual gostaria de ser lembrado,ao ler que Loyola tinha vencido o Jabuti daquele ano lembrei daquele professor, daquela oficina, e sorri.

“…Agora, escureceu totalmente, não acendo a luz, cochilo um pouco, acordo assustada. E se meu marido chega e me vê com a carta? Dobro, recoloco no envelope. Vou à despensa, jogo a carta na cesta de natal, quero tomar um banho. Hoje é sexta-feira, meu marido chega mais tarde, passa pelo clube para jogar squash. A casa fica tranqüila, peço à empregada que faça omelete, salada, o tempo inteiro é meu. Adoro as segundas, quartas e sextas, ninguém em casa, nunca sei onde estão as crianças, nem me interessa. Porque assim me deito na cama (adolescente, escrevia o meu diário deitada) e posso escrever outra carta. Colocando amanhã, ela me será entregue segunda. O carteiro das cinco traz. Começo a ficar ansiosa de manhã, esperando o momento dele chegar e imaginando o que vai ser de minha vida se parar de receber estas cartas…”

Trecho do Conto “Obscenidades para uma dona-de-casa”, leia todo!


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2 pensamentos sobre “Paixão pelas Letras !

  1. Bete, o npovo anda doido.::Faz tempo…
    Inveja, picuinhas, ira…Isso tudo perMEIA O mUNDO.
    Eu tenho decidido me esquivar para dentro do meu próprio mundo

    Sempre ét empo de mudancas..bjs e dias felzies

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