As Cores de Frida Khalo
19 mar 2012 1 Comentário
em AMOR, DIVULGAÇÃO CULTURAL, GENTE, HOMEM, RELACIONAMENTOS, SAÚDE, SENTIMENTO Tags:ARTES PLÁSTICAS, CULTURA, Diego Rivera, elisabete cunha, FRASES, Frida Khalo, MULHERES, obra, VIDA
Frida Kahlo (1907-1954), pintora mexicana que realizou principalmente auto-retratos, nos quais utilizava uma fantasia e estilo inspirados na arte popular do seu pais. Os seus quadros representam fundamentalmente a sua experiência pessoal, em particular os aspectos dolorosos da sua vida que foi em grande parte passada na cama. É expressa a desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu em obras como “A coluna, 1944″.
Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de suacama. Frida sempre pintou a si mesma: “Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”. Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante “fortes”, não eram surrealistas: “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade”. Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: “Espero alegremente a saída – e espero nunca mais voltar – Frida”. Talvez Frida não suportasse mais.
Se há figura do século XX pela qual tenho um absoluto fascínio, é a Frida Kahlo. Não me canso de ler sobre a sua história, não me canso de ver os quadros.Ontem à noite, a pensar nisto, fui pegar no maravilhoso livro da Alexandra Lucas Coelho, Viva México, e reler a parte sobre a Casa Azul, onde Frida viveu, pintou e esteve presa a uma cama durante tantos anos. E por mais que leia, por mais filmes que façam, é sempre inacreditável o que esta mulher sofreu e como transformou isso em arte de uma forma tão hipnotizante.
Self-portrait with Necklace, 1933

Self-Portrait (Dedicated to Leon Trotsky)

The Broken Column
”Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (…) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas…”Diário de Kahlo, sobre a tela As Duas Fridas
[Em 27 de julho de 1953, Frida tem a perna direita amputada até a altura do joelho. Em seu diário, encontra-se o desenho da perna amputada como uma coluna rodeada de espinhos, com a legenda: ''Piés para qué los quiero si tengo alas pa' volar''.]
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”Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente – como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.”
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”Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”
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”Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar.”
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”E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
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”Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor.”
Da autobiografia datada de 1953
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”Estou quase terminando o quadro que nada mais é que o resultado da tal operação. Estou sentada à beira de um precipício – com o colete em uma das mãos. Atrás estou deitada numa maca de hospital – com o rosto voltado para a paisagem – um tanto das costas está descoberto, onde se vê a cicatriz das facadas que me deram os cirurgiões filhos de sua… recém-casada mamãe.”
Sobre a obra ”A Árvore da Esperança”
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”(E o que mais dói) é viver num corpo que é um sepulcro que nos aprisiona (segundo Platão) do mesmo modo como a concha aprisiona a ostra.”
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”Me parece que a coisa mais importante na Gringolândia é ter ambição e se tornar ‘somebody’, e francamente, não tenho a menor ambição de ser ninguém.”
[Frida não gostava dos EUA, a quem chama sempre de Gringolândia. Acha os 'gringos' , como diz, 'arrogantes de nascença'.]
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”Ele leva uma vida plena, sem o vazio da minha. Não tenho nada porque não o tenho.”
Em referência ao marido Diego
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”Estive doente durante um ano: 1950-1951. Sete operações na coluna. O Dr. Farill salvou-me. Restituiu-me a alegria de viver. Ainda estou numa cadeira de rodas e não sei quando poderei voltar a andar de novo. Tenho um colete de gesso que, em vez de ser horrivelmente ‘maçador’, me ajuda a suportar melhor a coluna. Não sinto dores, só um grande cansaço… e, como é natural, por vezes desespero. Um desespero indescritível. No entanto quero viver. Já comecei o pequeno quadro que vou dar ao Dr. Farill e que estou fazendo com todo meu carinho por ele.”
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”Querem que eu retrate cinco mulheres mexicanas importantes em nossa história; faço pesquisas para saber que tipo de baratas foram essas heroínas, que tipo de psicologia era o seu fardo, a fim de, ao pintá-las, as pessoas possam diferenciá-las das mulheres comuns e vulgares do México, as quais, para mim, são mais interessantes e poderosas do que as damas mencionadas.”
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”Estou pintando um pouco, sinto que aprendi algo e estou menos estúpida do que antes.”
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”Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.”
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”Acho que é melhor nos separarmos e eu ir tocar minha música em outro lugar com todos os meus preconceitos burgueses de fidelidade.”
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‘Toda esta raiva simplesmente me fez compreender melhor que eu o amo mais do que a minha própria pele, e que, embora você não me ame tanto assim, pelo menos me ama um pouquinho – não é? Se isto não for verdade, sempre terei a esperança de que possa ser, e isso me basta…”
Em referência a Diego
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”Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”
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”O México, como sempre, está desorganizado e confuso. A única coisa que lhe resta é a grande beleza da terra e dos índios. Todos os dias, a parte feia dos Estados Unidos rouba um pedaço; é uma lástima, mas as pessoas têm que comer e é inevitável que os peixes grandes devorem os pequenos.”
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‘Eu vou mal e irei pior ainda mas aprendo pouco a pouco a ser só, e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo.”
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”Por que o chamo meu Diego? Nunca foi, nem será meu. É dele mesmo.”
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A última entrada em seu diário: ”Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… Frida”
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”Meu pai foi para mim um grande exemplo de ternura, de trabalho… e acima de tudo de compreensão de todos os meus problemas.”
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Gringolândia
”Por outro lado, e essa é uma opinião pessoal minha, apesar de compreender as vantagens que os Estados Unidos oferecem para qualquer trabalho ou atividade, prefiro o México, os gringos me caem mal com todas as suas qualidades e defeitos que também são grandiosos, me caem mal sua maneira de ser, sua hipocrisia e seu puritanismo asqueroso, seus sermões protestantes, sua pretensão sem limites, essa mania de achar que para tudo devem ser ‘very decent’ e ‘very proper…’ Sei que esses daqui [no México] são ladrões, cabrões, etc. [...], mas não sei por que, por mais que façam bandalheiras, as fazem com um pouco de senso de humor, ao passo que os gringos são ‘sangrones’ de nascença, embora sejam hiper-respeitosos e decentes.
”Além do mais, seu modo de vida me é chocante, essas ‘parties’ cabronas, onde se resolve tudo depois de ingerir fartos coqueteizinhos (nem sequer sabem se embriagar de maneira agradável), desde a venda de um quadro até uma declaração de guerra, sempre levando em conta que o vendedor do quadro ou o declarador da guerra seja um personagem ‘important’, de outro modo não lhe dão a mínima bola, lá só apitam os ‘important people’ [....].
”Você poderá me dizer que também se pode viver lá sem os coqueteizinhos e sem as ‘parties’, mas então você não passa de um zé-ninguém e sei perfeitamente que o mais importante para todo o mundo na Gringolândia é ter ambição, chegar a ser ‘somebody’ e, francamente, eu já não tenho a mais remota ambição de ser ninguém [....], não me interessa em nenhum sentido ser ‘la gran caca’.”
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Frida Kahlo e Diego Rivera em 1934, fotografados no México
Saúde = CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
04 mar 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:CUIDADOS, exame de Papanicolau, MULHERES, PREVENÇÃO, Saúde = CÂNCER DE COLO DO ÚTERO, VIDA

Sinônimos:
Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino
O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
Definição de câncer de colo uterino
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.
O que é o colo do útero?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina.

O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
Como se trata o câncer de colo de útero?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.
Detecção precoce para o câncer de colo de útero
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?
O exame de Papanicolau ou “preventivo de câncer de colo do útero” é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.
O que é Papanicolau?
Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou
Com que freqüência deve ser feito o Papanicolau?
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.
Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.
Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.
Como o médico faz o exame de Papanicolau?
Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.
O exame de Papanicolau necessita de alguma preparação prévia?
A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.
Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.
A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.
Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.
Resultados do Exame Preventivo (Papanicolau)
Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.
| Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses; | |
| Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia, deverão ser realizadas; | |
| Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses; |
ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).
Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.
Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.
O câncer de colo do útero pode ser prevenido?
Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.
Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.
A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.
Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:
| Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer | |
| Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer. |
As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.
Infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV)
O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.
Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.
Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.
Fumo
| Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer. | |
| Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor. |
História da Vida Sexual
Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.
Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.
Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.
Dieta
Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.
Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.
Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.
Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são:
| baixo nível sócio-econômico | |
| precocidade na primeira relação sexual | |
| promiscuidade (múltiplos parceiros) | |
| parceiro sexual de risco | |
| multiparidade (vários partos) | |
| primeira gestação precoce | |
| tabagismo | |
| radiação prévia | |
| infecção por papilomavírus | |
| herpes vírus |
Fonte-ttp://www.abcdasaude.com.br/

Sexo pode ser divertido!
28 fev 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:homem, MULHERES, RELACIONAMENTOS, SEXO, VIDA, Vida Sexual Saudável

Encontrei este texto navegando na Internet, não tinha autoria e se você é puritano e moralista acho melhor naõ lê-lo, podemos dizer que a sua linguagem não é nem um pouco pueril. Provavelmente , foi escrita por um homem bem humorado e vale a pena ser lido:
Atenção Mulheres: ALGUMAS DICAS masculinas de coisas que eles odeiam para ser evitadas nós na hora do Sexo. Ah ,,,e não esqueçam nuncam de usar camisinha, enjoy!
NÃO ESTAR COM AS PERNAS, VIRILHA E AXILAS DEPILADAS.
Mulher tem que ser lisinha, macia e delicada. Salvo o gosto de alguns poucos homens que gostam de transar com “Conga, a Mulher-Macaca” ou reviver uma aula de História sobre a era paleozóica na cama. Não pense mal de nossas pobres antepassadas. Na época não existia gillete ou cera quente. Mas hoje, sem desculpas.
NÃO GOZAR NUM TEMPO RAZOÁVEL.
Ok, a maioria dos homens não se preocupa muito com o orgasmo da parceira, mas você também têm que entender que não dá pra ficar a vida toda masturbando, transando ou fazendo oral em vocês.
NÃO BEIJAR.
Apesar das lendas populares dizerem que homem não gosta de beijar na boca, homem gosta sim, e muito, de dar uns beijos na hora h.
ESPREMER O SACO DELE.
Um estímulo no saco escrotal é sim bem-vindo, mas apertar como se estivesse fazendo uma laranjada não só acaba com o tesão como também dói, e muito.
ABOCANHAR O SACO DELE.
É o mesmo caso do ítem anterior.
APERTAR OS MAMILOS DELE.
Se para as mulheres, os mamilos são uma zona extremamente sensível, no caso do homem, a única coisa que sentimos é dor, muita dor.
IGNORAR AS OUTRAS PARTES DO CORPO DELE.
Um homem não é uma via expressa com somente uma pista. Lembre-se que beijos, apertos e arranhões por todo o corpo são sempre muito bem recebidos.
PUXAR A CUECA.
Não sei se dá para perceber, mas enfiar a mão por debaixo da calça do homem e ficar puxando a cueca, como que esperando o rompimento do elástico, é uma prática dolorosa, para não dizer torturante.
NÃO SABER COLOCAR A CAMISINHA.
Ok, é uma responsabilidade do homem, mas saber fazer esse procedimento, principalmente com criatividade, como utilizando os lábios, pode ser um diferencial na cama.
MORDISCAR O PÊNIS.
Sexo oral é a coisa mais gostosa que o homem pode receber, mas não precisa colocar seus dentes ali para nos lembrar que isso pode ser extremamente doloroso também.
NÃO PARAR PRA RESPIRAR.
Ao contrário das mulheres, os homens precisam de tempo para respirar, porque para podermos fazer sexo oral, geralmente estamos completamente enfiados “dentro” da cintura de vocês, impossibilitando a continuação da respiração.
DESPIR-SE ESTUPIDAMENTE.
Lembre-se sempre que o ato sexual é um ritual sagrado, então jamais tire apressadamente as suas roupas ou as do seu namorado, isso vai acabar completamente com o clima.
UTILIZAR CALCINHA BEGE.
Quando estamos chegando no grande momento de ver sua calcinha, (aliás estamos a todo momento imaginando como deve ser sua calcinha, que cor, textura, sem textura, com lacinho, fitinhas, desde que nos encontramos com vc), assim que nossos olhos pousam sobre uma calcinha bege, o pavor é tanto que gera um conflito de imagens ligando nossa pobre vovozinha à você, e fazendo nos esticar a mao, para procurar uma tesoura para tirar isso de você o mais rápido possível. Calcinha bege funciona como um feitiço do mal em nossas mentes: é uma mistura de perder o tesão com imaginar porque você pegou pegou calcinha da sua vó com imaginar vc bem idosa. Portanto cuidado neste ítem, ele pode acabar com um relacionamento.
SER OBCECADA PELA VAGINA.
Acreditem, os homens não gostam apenas de sua vagina, mas também da sua bunda, seus seios, suas coxas…
MASSAGEM GROSSEIRA.
Você tenta dar a ele uma massagem sensual, relaxante, para deixá-lo no ponto. Pode usar as mãos e pontas dos dedos; cotovelos e joelhos, não.
TIRAR A ROUPA DEPRESSA DEMAIS.
Não force a barra tirando a roupa antes que ele tenha feito algum gesto para ver o seu material, mesmo que seja apenas desabotoar dois botões.
TIRAR AS CALÇAS PRIMEIRO.
Uma mulher de meias e calcinha é horrível. Tire as meias primeiro.
FAZER SILÊNCIO DEMAIS.
Não queremos que vocês façam tanto barulho quanto uma atriz pornô, mas uns gemidinhos são indispensáveis na hora da transa.
FICAR QUIETA DEMAIS.
A falta de movimentos na hora do sexo também atrapalha e muito. Não é nem um pouco agradável a sensação de estar transando com uma estátua.
GOZAR DEPRESSA DEMAIS.
Por mais que a mulher possa ter vários orgasmos numa mesma transa, não é legal quando a mulher goza logo de cara e pede uma pausa pra se recuperar.
DAR UM CHUPÃO NO PESCOÇO.
Beijos, carícias, são legais. Mordidas leves, também. Chupão, com direito a marca, jamais.
MENTIR DIZENDO QUE GOZOU.
Se os homens não percebem se você gozou ou não e cometeram a indelicadeza de perguntar, não complique a situação. Mentir que você gozou apenas vai piorar a situação, pois ele vai achar que fez a coisa certa na cama.
FAZER SEXO ORAL COM GENTILEZA EXCESSIVA.
Não precisa fazer sexo oral com a mesma vontade que você avança numa torta de chocolate, mas fazer com nojo é o mesmo que não fazer.
NÃO CUTUCAR A CABEÇA DELE.
Como já foi dito anteriormente, fazer sexo com uma estátua é extremamente ruim. O fato de vocês puxarem ou empurrarem nossas cabeças durante o sexo oral é um ótimo indicativo de que a coisa está boa.
NÃO AVISAR ANTES DE GOZAR.
Como nos preocupamos com o orgasmo de vocês, queremos ajudar a aproveitar melhor cada segundo. Logo, saber quando ele está chegando é essencial.
FICAR SE MEXENDO DURANTE O BOQUETE.
Não precisa ficar completamente parada, mas não precisa dançar e rebolar enquanto fazer um boquetinho né?
FAZER PERGUNTAS DEMAIS.
Não somos brutos insensíveis, mas convenhamos, cama não é para ficar fazendo mil questionamentos ou perguntando né?
DEIXÁ-Lo POR CIMA POR ERAS.
Papai e mamãe até é gostoso, mas para o homem, é a posição menos estimulante visualmente falando. Então, saiba que o homem por baixo, ou a mulher de 4, são muito mais gostosos para nós.
TENTAR FAZER FIO TERRA E FINGIR QUE FOI UM ACIDENTE.
Tem homem que gosta, ok. Mas pergunte antes. De uma forma geral, homem associa este ato a homossexualismo, ou seja, não quer.
NÃO TER IMAGINAÇÃO SUFICIENTE.
Imaginação vai desde desenhar padrões nas costas dele até derramar mel sobre ele e lambê-lo. Frutas, vegetais, gelo e plumas são todos dispositivos úteis; cera quente e tinta indelével, de jeito nenhum.
SENTAR SOBRE O ESTÔMAGO DELE.
Tudo bem que gostamos de ter vocÊ por cima, mas tome muito cuidado onde se apóia.
COLOCÁ-Lo EM POSES ESTÚPIDAS.
Existem posições que nos expõe ao ridículo extremo, então, por favor, jamais se esqueçam que temos duas bolas no meio das pernas que doem muito quando pressionadas.
PROCURAR PELA PRÓSTATA DELE.
Como já foi dito anteriormente, fio terra apenas com autorização prévia.
DAR-LHE MORDIDAS DE AMOR.
É extremamente erótico exercer alguma sucção gentil nos lados do pescoço, se você fizer isso com cuidado. Nenhum homem quer ter que usar golas rolê por semanas a fio.
LADRAR INSTRUÇÕES.
Não dê gritos de incentivo como um treinador com um megafone. Não é lá muito excitante.
INSEGURANÇA.
É normal todo mundo ter um pouco de insegurança, tanto na cama quanto na vida, mas há um limite muito claro para isso. Quando um homem tem que repetir algo pela terceira vez, tenha certeza que já está sendo irritante o suficiente para ser brochante.
FALAR ALTO.
Mesmo quando estiver bem longe da cama, jamais fale alto. Gritar é um descontrole que faz o seu homem sentir vergonha e não querer mais saber de ficar ao seu lado.
Despedida – Martha Medeiros
30 mar 2011 1 Comentário
em SENTIMENTO Tags:COISAS DA VIDA, MARTHA MEDEIROS, MULHERES, VIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros

O que é Endometriose?
18 out 2009 Deixe um comentário
em BRASILEIRAS, DIGNIDADE, DISCRIMINAÇÃO, FAMÍLIA, FILHO, GENTE, HOMEM, MULHER, PAZ, RELACIONAMENTOS, RESPEITO, SAÚDE, SENTIMENTO, SEXO, VALORIZAÇÃO Tags:CUIDADOS, DÚVIDAS, ENDOMETRIOSE, GINECOLOGISTA, MULHERES, SAÚDE, SEXO

Olha ,quando vou a algum médico sei que sou daquelas pacientes que perguntam tudo. Até agora nunca reclamaram, porém acho que tenho direito de tirar minhas dúvidas. Já tive algumas amigas que iam trabalhar se torcendo de dor, quando perguntava diziam que era a Endometriose, na época pesquisava e tirava algumas dúvidas. Mais nada como um profissional para nos explicar de maneira mais resposável o que é a ENDOMETRIOSE?
A endometriose ataca milhões de mulheres no mundo inteiro de maneira progressiva. “Endometriose é a presença de endométrio (tecido que reveste o útero) fora do seu local normal de implantação. Ele pode se localizar em qualquer parte do abdômen, como na superfície do ovário, dentro do ovário e até no peritônio”, me explicou o doutor Gabriel Fernandes, ginecologista da Sociedade Brasileira de Endometriose.
A doença, que costuma atingir mulheres entre 15 e 35 anos (fase chamada de idade reprodutiva) e com menstruação regular, pode causar infertilidade quando chega a um estágio elevado. “Uma das teses sobre o seu aparecimento, que prevalece desde 1927, é a teoria do refluxo menstrual. Ou seja, fragmentos do endométrio que se destacaram, refluem por dentro das trompas de uma forma retrógrada, caindo dentro do abdômen e ali se implantando e desenvolvendo”, Se o organismo não consegue eliminar este sangue armazenado, surge a endometriose.
A partir dos anos 80, algumas pesquisas apontaram que ela pode aparecer devido a alterações do sistema imunológico. Essa parte do corpo é responsável pelo mecanismo de defesa do organismo e está diretamente ligada ao sistema nervoso central, responsável pelas emoções do indivíduo. Quando algumas sensações negativas chegam ao sistema nervoso central, como estresse, pânico, cansaço e preocupação, o imunológico diminui seu funcionamento e abre espaço para doenças físicas. Por isso, ela é considerada uma “doença desagradável”. Os sintomas aparecem durante o período menstrual e são fáceis de identificar: dores para evacuar e urinar, cólicas e dores nas relações sexuais.
A falta de tratamento da doença pode levar à infertilidade. Já as causas ainda não são bem definidas. O método mais eficaz para identificar o problema é a biópsia feita durante a videolaparoscopia, que consiste na introdução de instrumentos cirúrgicos através de pequenos orifícios do abdômen. A incisão é feita abaixo do umbigo e a presença de uma microcâmera possibilita reconhecer a doença, seu estudo anatomopatológico e o grau de estágio, que varia de mínima a severa. Segundo Gabriel Fernandes, esse é o melhor tratamento da endometriose, em qualquer estado que esteja. Além de diagnosticar, ele classifica e trata da melhor forma até mesmo as mais profundas, que se localizam nos órgãos da pelve. “Todas as vezes que uma mulher for menstruar, esse tecido que está fora do seu local normal responde e se comporta como o endométrio normal durante a menstruação, ou seja, ele necrosa e sangra. Com isso, surge o quadro de dor pélvica, que alcança níveis de intensidade muitas vezes insuportáveis, mesmo com uso de medicamentos”, afirma o especialista.
Os tratamentos que têm capacidade de suspender a menstruação por tempo indeterminado são grandes coadjuvantes na prevenção do problema. “Pode ser feito o bloqueio menstrual com o uso da pílula anticoncepcional em caráter contínuo. Mesmo as que já têm a doença, podem ser adeptas a esse método, pois assim o endométrio não descama e não há refluxo. Os sintomas tendem a diminuir diante da pílula”, indica o ginecologista. Para as mulheres que apresentam o problema, é importante impedir seu avanço. Até agora, não foi descoberta nenhuma cura definitiva para a endometriose. Porém, ela não pode levar à morte. “O diagnóstico precoce em meninas adolescentes é a melhor forma de tratamento. Diante de dores consecutivas e fortes, a mulher deve procurar um médico.
Em casos mais sérios, além da infertilidade, a doença pode causar a destruição de órgãos pélvicos, como bexiga e intestino. Neste caso, o problema necessita de cirurgias extremamente complexas, cujos resultados são ainda incertos”, afirma Gabriel Fernandes.

#Observação : Estas manchas vermelhas mais escuras são fragmentos do endométrio que não foram expelidas com a menstruação.























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