Joan Miró (1893-1983)
17 mai 2012 Deixe um comentário
em DIVULGAÇÃO CULTURAL, GENTE, HOMEM, SENTIMENTO Tags:ARTES PLÁSTICAS, BELEZA, CULTURA, informação, joan miró

Ele nasceu em Barcelona e, na escola, era apelidado de “cabeçudo”, por ser considerado o garoto mais abobalhado entre os colegas. Passava o tempo desenhando ou colecionando pedras e plantas. A contragosto, o senhor Miguel Miró Adzerias permitiu que o filho, aos 14 anos, ingressasse na Escola de Belas Artes de Barcelona. Mas o jovem não chegou a esquentar os bancos da instituição. Insatisfeito com o currículo essencialmente acadêmico, deixou de freqüentar as aulas.
O pai de Miró convenceu-se de que o rapaz era um caso perdido. Obrigou-o então a se empregar como guarda-livros em uma drogaria e disse que ele precisava começar a planejar o próprio sustento. Resultado: a pressão e a rotina burocrática do trabalho levou o jovem Miró a uma crise de depressão, que veio acompanhada de febre tifóide.
Foi durante o período de convalescença, numa fazenda da família em Montroig, nas montanhas da Catalunha, que Miró decidiu levar adiante, apesar das resistências paternas, o projeto de ser artista. Ao retornar a Barcelona, passou a freqüentar o ateliê e escola de arte de Francisco Gali, a partir dos quais passou a travar contato com o mundo artístico e boêmio da cidade. Apesar disso, seu comportamento arredio e introvertido nunca lhe permitiram acompanhar os colegas nas costumeiras incursões madrugada adentro.
Por volta dos 25 anos, em 1919, decidiu mudar-se para Paris, onde as vanguardas dominavam o cenário artístico e cultural. Instalado na capital francesa, Miró ficou particularmente interessado nas experiências surrealistas de exploração do inconsciente. “Ele foi o mais surrealista de todos nós”, chegou a dizer o líder inconteste do movimento, o escritor André Breton.
Mais tarde, ao recordar esse período de sua vida, em que alternava os verões em Montroig e os invernos em Paris, o próprio Miró diria que havia uma diferença básica entre eles e os colegas ligados ao surrealismo. Enquanto estes utilizavam substâncias artificiais para “abrirem livremente as portas da percepção”, seu principal canal com o mundo da alucinação e do delírio era mesmo a fome.
“Eu voltava tarde da noite para casa e, por falta de dinheiro, não jantava. Assim, rabiscava no papel as sensações que a fome provocava em meu organismo”, revelaria. Sem conseguir vender um número suficiente de quadros que lhe permitisse uma vida apenas razoavelmente digna, Miró chegou a enfrentar o rigoroso inverno de 1925 tiritando de frio, pois não tinha recursos para sequer mandar consertar o aquecedor que estava quebrado.
Um contrato com o negociante de quadros Jacques Viot tirou-lhe dos tempos de penúria extrema. Em 1928, Miró aproveitou os melhores ventos e viajou para a Holanda, em busca de novas fontes de inspiração. No ano seguinte, casou-se com Pilar Juncosa, que lhe daria a única filha, Dolores, e com quem passaria a morar em Paris e, posteriormente, na Espanha. O artista levou um vida sossegada, dedicado integralmente à família e à arte, até o momento em que o fantasma da Guerra Civil Espanhola exigiu-lhe uma tomada de posição.
Contrariado, Miró trocou novamente a Espanha pela França, mas participou ativamente da luta pela liberdade de seu país. Pintou cartazes de propaganda política e idealizou o painel “O Ceifeiro”, que seria apresentado ao lado do célebre “Guernica”, de Pablo Picasso, no pavilhão espanhol da Exposição Internacional de Paris.
Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, Miró viu-se forçado a deixar novamente a França, em 1940, diante da iminência da ocupação nazista em Paris. Depois de uma temporada em Maiorca, retornou a Barcelona, em 1942. Nesse momento, o artista confessou por mais de uma vez que estava desiludido com os rumos da vida na Europa e temeu a vitória de Hitler. São desse período algumas de suas obras mais líricas e famosas, as que compõem a série “Constelações”, na qual parece conjurar céus inteiros para se sobrepor à fúria cega desencadeada pela guerra.
Miró e sua arte sobreviveram ao conflito e ganharam reconhecimento internacional definitivo nas décadas seguintes. Morreu aos 90 anos, rico e bem-sucedido, celebrado em todo mundo como um dos maiores artistas do século 20.
Fonte- Folha Online e http://www.ricci-arte.biz
Salvador Dalí – Obras do Pintor Surrealista
05 mai 2012 1 Comentário
em SENTIMENTO Tags:arte, ARTES PLÁSTICAS, biografia, CULTURA, Salvador Dalí
Salvador Dalí foi um pintor surrealista, cujas obras de artes são originais, bizarras e extremamente criativas, suas pinturas tiveram forte conotação metafisica e sexuais . É considerado um dos mais criativos gênios do movimento surrealista. Excêntrico, ostentava como marca pessoal um esquisito bigode. Tinha uma personalidade muito extravagante e sem modéstia, costumava dizer: “Sou um monstro de inteligência”. Suas obras são uma combinação de imagens bizarras e oníricas de extrema qualidade plástica. Além de pintor, Dalí realizou trabalhos para o cinema, esculturas, fotografias, desenhou jóias e ilustrou livros.
Salvador Dalí nasceu na Espanha, 1904, dia 11 de maio.
Um coquetel de medicamentos não prescritos danificou seu sistema nervoso provocando um fim em suas atividades artísticas. Sofria do Mal de Parkinson, e morreu no dia 23 de janeiro de 1989, na cidade natal de Figueiras, Espanha.
Dalí adorava o luxo e tinha uma paixão irresistível por dourado e por roupas. Casado com Gala Éluard, uma mulher gananciosa e extravagante que zelou toda a sua vida por Dalí e sua obra, e foi responsável pela saúde mental do marido. Muitos atribuem à Gala Éluard, o sucesso de Dalí, cuja a banalização e comercialização da obra do gênio surrealista, é atribuída também à ela, que era cultuada pelo pintor catalão de forma exagerada como a grande musa de sua vida, deificada muitas das vezes em suas pinturas.
Foto de Salvado Dalí e Sua Musa, Gala Éluard

Salvador Dalí foi um dos mais importantes pintores do movimento artístico denominado surrealismo, movimento fortemente influênciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, que enfatizava o papel do inconsciente na atividade criativa.
Apesar da semelhança e influência do mestre Chirico, as pinturas de Dalí são originais, povoadas por alegorias metafísicas e sexuais, em um mundo onírico.
Os representantes mais importantes do surrealismo foram os artistas plásticos René Magritte, Max Ernst e Miró, pintor catalão que convenceu Salvador Dalí a transferir-se para París e aderir o movimento surrealista. A maioria dos artistas plásticos surrealistas, são originados do movimento Dadaísmo.
Salvador Dalí foi alvo de duras críticas por parte dos artistas surrealistas e esteve envolvido em várias polêmicas, comandada por André Breton, o pai do movimento surrealista. Breton acusou Salvador Dalí de ser “Ávido por dólares”. Dalí foi expulso do movimento surrealista, pois no momento da guerra civil espanhola, apoiou o regime autoritário de Francisco Franco. Expulso do movimento, em resposta, disse: “Sou o próprio Surrealismo”.
Na biografia de Salvador Dalí, consta que ele era uma pessoa que gostava exageradamente de chamar a atenção, a ponto de causar desagrado a quem estava perto. Mas, polêmicas a parte, Dalí é sem dúvida nenhuma um dos grandes gênios do surrealismo e suas obras não deixam dúvidas.
Obras de Salvador Dalí
A Persistência da Memória – 1931

A persistência da memória, o mais conhecido dos quadros, é um quadro pequeno (24x33cm), Dalí levou apenas 2 hrs para realiza-lo.
A flacidez dos relógios dependurados e escorrendo mostram uma preocupação humana com o tempo e a memória. A cabeça adormecida que aparece nesse quadro, em muitos outros também, é o próprio Dalí presente.
Metamorfose de Narciso – 1937

O mito grego de Narciso, o jovem belo que viu sua imagem refletida em uma fonte e se apaixonou por ela. Segundo uma das versões, incapaz de satisfazer seus desejos ele se transformou em árvore; em uma outra alternativa dramática, ele se inclinou para frente até abraçar a imagem, caiu de cabeça dentro d’água e se afogou. Depois os deuses o transformaram em flor, Dali mostra Narciso sentado à beira de um lago, olhando para baixo, enquanto, próximo, uma figura de pedra se decompondo se parece bastante com ele. No fundo, um grupo de figuras nuas faz poses, enquanto uma figura semelhante a um narciso aparece no horizonte.
O sono – 1937

Em sono, Dali recriou o tipo de cabeça grande e mole e o corpo inexistente que aparecia com tanta frequência nos seus quadros por volta de 1929. Neste caso, entretanto, o rosto não é um auto-retrato. Sono e sonhos são temas comuns aos surrealistas, uma vez que é dormindo e sonhando que temos o dominio do inconsciente. O homem adormecido de Dali está dormindo precariamente sobre muletas. Muletas sempre foram a marca registrada de Dali, sugerindo a fragilidade em que nossa realidade se apoia. Até o cachorro está sustentado por ela. Toda a luz desta obra, mostra a ideia de fuga do mundo real.
Espanha – 1938

Espanha, pátria de Dalí, devastada pela guerra, está representada por uma mulher cuja cabeça e dorso superior podem também ser percebidos como grupos de homens lutando; os lábios dela correspondem a tunica vermelha de uma dos combatentes, os seios, as cabeças de dois cavaleiros. Tanto o rosto, quanto os combatentes estão pintados no estílo de Leonardo da Vinci.
Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem – 1943

Após a segunda guerra mundial, imaginava-se que o mundo seria outro e que nasceria um novo homem dessa experiência traumática que é a guerra .
Mas a visão de Dalí não demonstra este otimismo. A criança que assiste ao nascimento está assustada e a mulher que aponta para o acontecimento, a saída do homem do ovo – mundo, é ao mesmo tempo esquelética e musculosa. É uma atmosfera de ameaça e não de alegria. O ovo é o próprio mundo, com uma casca mole, onde os continentes são moles e estão derretendo: misteriosamente, a África ocidental deixou cair uma lágrima. Há uma gota de sangue escorrendo da abertura de onde sai o homem.
A Desintegração da Persistência da Memória – 1952

Na reelaboração do seu famoso persistência da memória, Dalí usou o espírito da desintegração nuclear. Um quadro simboliza a persistência e o outro a desintegração. tudo está fragmentado em blocos geométricos; a maior parte da cena está sob a água, que Dali transformou numa espécie de pele, dependurada num galho.
A Última Ceia – 1955

Como os outros quadros de Dalí, ‘A última ceia’ provoca amplas reações: alguns críticos a denunciaram como banal, enquanto outros acreditam que Dalí conseguiu dar mais vida à imagem da Santa Ceia.
Jesus e os 12 apostólos, com as cabeças baixas, ajoelham em torno de uma grande mesa de pedra, suas formas sólidas constrastam com a transparência de Cristo. Dalí construiu este quadro baseando-se nos estudos de Leonardo da Vinci, que pintou a mais famosa das Santas Ceias.
Mais Obras de Salvador Dalí
Escultura – Rinoceronte vestido con puntilhas (rendas), 1956 – Pesa 3.600 quilos
Para entender a obra de Salvador Dalí, é preciso conhecer os simbolismos recorrentes de suas pinturas:
Relógio Fundido – Sugere a Teoria de Einstein, onde o tempo é relativo, a preocupação humana com o tempo e a memória.
O Elefante – Uma distorção do espaço.
O Ovo – pré-natal, o mundo.
A Formiga – morte, decadência, imenso desejo sexual.
O Caramujo – a cabeça do homem.
Gafanhoto – desperdício e medo.
Museu Dalí em Figueres, Catalunha, Espanha, onde está a exposição permanente da coleção de Salvador Dalí, além de conhecer o conjunto de 39 jóias, criadas por Dalí. A mais famosa jóia criadas por Dalí foi “The Royal Heart”, trabalhada em ouro e incrustada com quarenta e seis rubís, quarenta e dois diamantes e quatro esmeraldas, criada de forma a que o centro “Batidas” assemelha-se a um verdadeiro coração.
Fonte de pesquisa
Biografia de Salvador Dalí – Wikipédia
Pintores Famosos – Dalí
Educação Uol – Álbum Dalí
Fotos – google Imagem
AMOR SÓ DE LETRAS – Mário Prata
28 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:AMOR SÓ DE LETRAS Mário Prata, CULTURA, elisabete cunha, palavras, VIDA
Conta a história que dom Pedro II casou-se sem conhecer a sua noiva.
Tinha visto um quadro com a cara da princesa. Casamento de interesses políticos lá dos portugueses, fazer o que? E quando a moça chegou no porto do Rio de Janeiro – consta que ele fez uma cara emocionada. Pela feiúra da imperial donzela. Mas casou, era o destino, era a desdita.
Tenho um avô que foi pedir mão da moça e o pai dela disse: – Essa tá muito novinha. Leva aquela.
E ele levou aquela que viria a ser a minha avó. Ah, a outra morreu solteirona.
Quando aconteceu o grande boom da imigração japonesa, alguns anos depois, familiares que lá ficaram mandavam noivas para os que cá aportaram.
Tudo no escuro. E de olhinhos fechados, ainda por cima.
De uns tempo para cá, o conceito da escolha foi mudando. Até ir para a cama antes, valia. Ficava-se antes.
Só que agora, finzinho do finzinho do século, surgiu um outro tipo de casamento. O casamento de letras. Letras de textos. O texto – finalmente, digo eu, escritor – virou casamenteiro. Apaixona-se, hoje em dia, pelo texto. Via internet. Via cabo, literalmente.
Conheço quatro casos bem próximos. Gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.
Claro que estou me referindo aos encontros via Internet. Começa no chat, com o texto. Gostou do texto, leva para o reservado. E lá, rola. Eu mesmo já me envolvi perdidamente por dois textos belíssimos. Moças de vírgulas acentuadas, exclamações sensuais e risos de entortar qualquer coração letrado ou iletrado.
Sim, pela primeira vez nesta nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. E lida, é claro.
Já disse, isso envaidece qualquer escritor. Agora, o texto pode levar ao amor. Uma espécie de amor-de-texto, amor-de-perdição.
A relação, o namoro, começa ali no monitor. Você pode passar algumas horas, dias e até semanas sem saber nada da outra pessoa. Só conhece o texto dela.
E é com o texto que vai se fazendo o charme. Você ainda não sabe se a pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha. E, se não for esperto, nem se é homem ou mulher. Mas vai crescendo uma coisa dentro de você. Algo parecidíssimo com amor. Pelo texto.
Pouco a pouco, você vai conhecendo os detalhes da pessoa. Idade, uma foto, a profissão, a cor. Inclusive onde mora. Sim, porque às vezes você está levando o maior lero com o texto amado e descobre que ele vem lá da
Venezuela. Ou do Arroio Chuí.
Mas se o texto for bom mesmo, se ele te encanta de fato e impresso, você vai em frente. Mesmo olhando para aquela fotografia – que deve ser a melhor que ela tinha para te escanear (ou seria sacanear, me perdoando o trocadilho fácil) você vai em frente. “Uma pessoa com um texto desses…”
A tudo isso o bom texto supera.
Quando eu ouvia um pai ou mãe dizendo “meu filho fica horas na Internet”, todo preocupado, eu também ficava. Até que, por força do meu atual trabalho, comecei a navegar pela dita suja.
E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais conhecendo pessoas. E amando essas pessoas.
Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto.
No caso do amor ali nascido, a feitura, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.
Quando comecei a escrever um livro pela internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam (sempre a mim e ao João Ubaldo) perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet.
Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso: – Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto.
Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso?
Como diria Shakespeare, palavras, palavras, palavras.
Como diria Pelé, love, love, love…
Leonel Mattos
17 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:ARTES PLÁSTICAS, CULTURA, elisabete cunha, LEONEL MATTOS
Leonel Mattos nasceu em Coarací- BA. Iniciou sua carreira artística em 1971,realizou sua primeira individual em 1974, na Galeria ESAF – BA. Mudou-se para São Paulo, participou de vários salões oficiais por todo o Brasil, ganhou ll Prêmio Pirelli, realizado no MASP – SP. Prêmio de Aquisição no Salão Chandon Arte e vinho, Paço das Artes – SP. Salão de Presidente Prudente – SP. Prêmio V Bienal do Recôncavo – São Felix – BA. Prêmio Brasken de Cultura e Arte – BA. Foi convidado pelo MASP e pelo Museu De Arte Moderna da Bahia – MAM, para representar a arte Brasileira em Paris. É um artista de intervenção urbana, na tentativa de democratizar a arte, fez vários Murais,intervenções efêmeras como Velório na Praça, Intervenção em Igreja, Árvore Mortas e em outros suportes. Possui várias apresentações criticas sobre sua obra. Acesse o YouTube e busque Caixa Preta e Arte Comestível, dois vídeos do artista Leonel Mattos. O cineasta Tuna Espinheira realizou um curta sobre sua obra Leonel Mattos A 24 Quadros por Segundo, foi lançado na Jornada De Cinema Internacional da Bahia, foi premiado ,como melhor produção.
(www.youtube.com) Contato 071- 88053425 -o71-99617470 www.leonelmattos@hotmail.com
Quando você vier…
21 mar 2012 Deixe um comentário
em AMIZADE, AMOR, DIVULGAÇÃO CULTURAL, GENTE, HOMEM, MULHER, RELACIONAMENTOS Tags:AMOR, CULTURA, POESIA






































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