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Câncer de mama: epidemiologia e prevenção / Drauzio Varella

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No início do século passado, a maioria das mulheres casava por volta dos 15 anos, antes mesmo da primeira menstruação e, tão logo esta ocorria, engravidavam. No decorrer da vida reprodutiva, tinham vários filhos que amamentavam por longos períodos, diminuindo, assim, sensivelmente, o número de episódios menstruais que tinham durante toda a vida.

Hoje, não é raro encontrar meninas que menstruam aos 11 ou 12 anos, a menopausa está cada vez mais tardia e o número de filhos, muito menor.

Essa nova realidade torna as mulheres mais vulneráveis à ação dos hormônios femininos, o estrógeno e a progesterona, que exercem impacto importante no aparecimento do câncer de mama, doença diagnosticada atualmente em mulheres cada vez mais jovens e cuja incidência tem aumentado significativamente nas últimas décadas.

AUMENTO DOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA

Drauzio – Estão aumentando os casos de câncer de mama ou os diagnósticos estão ocorrendo mais precocemente?

Sergio Simon – As duas hipóteses são verdadeiras. Na verdade, entre 1950 e 2000, nos Estados Unidos foi detectado um aumento significativo na incidência de câncer de mama. Além disso, os diagnósticos estão se tornando cada vez mais precoces. Hoje se sabe que, em cada nove mulheres americanas, uma vai desenvolver tumor de mama e as estatísticas brasileiras não devem estar muito distante desses números.

FATORES PREDISPONENTES

Drauzio – Que mudança no estilo de vida da mulher moderna justifica o aumento do número de casos?

Sergio Simon – Provavelmente, uma série de fatores contribui para o aumento do número de casos. Entre eles destacam-se a dieta ocidental moderna com alto teor de gordura, a vida sedentária e a obesidade. Sabe-se que mulheres que fazem exercícios regularmente têm níveis hormonais bastante mais baixos do que as obesas. Portanto, exercícios físicos e dieta com pouca gordura podem ser considerados fatores protetores contra o câncer de mama. Além disso, pode-se considerar, como fatores predisponentes, a reposição hormonal e a predisposição genética. Esta última é responsável por 1% a 10% dos casos da doença.

MENARCA PRECOCE E MENOPAUSA TARDIA

Drauzio – Qual a influência da primeira menstruação precoce e da menopausa tardia na incidência do câncer de mama?

Sergio Simon – Quanto mais anos a mulher ficar exposta à variação hormonal característica dos episódios da menstruação, maior será o risco de desenvolver câncer de mama.

Menstruação precoce e menopausa tardia estão associadas ao aumento do número de menstruações e, consequentemente, à ação prolongada do estrógeno circulando mais tempo pelo organismo.

Além disso, é importante observar que, no passado, a mulher tinha dez ou doze gravidezes e consequentemente passava muitos anos sem menstruar. Hoje em dia, ela tem um ou dois filhos, o que a torna mais vulnerável a variações hormonais importantes para o aparecimento do câncer de mama.

OBESIDADE E CÂNCER DE MAMA

Drauzio – Muita gente acha que o tecido gorduroso é inerte, um simples acúmulo de células que serão gastas no momento em que o corpo precisar de energia. Hoje sabemos que se trata de um tecido endócrino, que produz hormônios. Qual o peso da obesidade no câncer de mama?

Sergio Simon – A mulher que tem muito tecido gorduroso produz quantidade maior de hormônios. Existem enzimas nesse tecido que transformam o colesterol em hormônios femininos. Portanto, mulheres obesas têm nível maior de hormônio feminino circulante o que as torna mais vulneráveis ao câncer de mama.

Drauzio – Quer dizer que, a imagem do doente magro, fraco e debilitado está em desacordo com o aspecto das portadoras de câncer de mama?

Sergio Simon – Realmente, na maioria dos casos, a doença manifesta-se em mulheres mais obesas.

HORMÔNIO FEMININO E CÂNCER DE MAMA

Drauzio – Qual a relação entre o hormônio feminino (especialmente o estrógeno) e o câncer de mama, já que essa doença nos homens, embora ocorra, é bastante rara?

Sergio Simon – Uma das funções do hormônio feminino é manter as células do duto mamário em atividade, é mantê-las crescendo e produzindo leite. O hormônio feminino é, portanto, excitatório para as células da mama que, em certos casos, podem multiplicar-se desordenadamente. Como produz pouquíssimo hormônio feminino, o homem está menos sujeito a esse processo de excitação das células mamárias, embora não esteja livre dele. Em geral, os casos de câncer de mama masculino estão ligados a fatores familiares.

POPULAÇÃO FEMININA DE RISCO

Drauzio – Definir os fatores de risco para determinadas doenças, se não ajuda a prevenir seu aparecimento, pelo menos facilita o diagnóstico precoce. No câncer de mama, quais as populações de mulheres que correm risco maior de desenvolver a doença?

 

Sergio Simon – Vamos primeiro tratar do risco básico. Ao longo da vida, o risco de uma mulher não obesa, que não faça reposição hormonal nem tenha histórico familiar da doença, gira em torno de 10%. Se tiver parente de primeiro grau (mãe ou irmã) com a doença, o risco sobe para 13%. Entretanto, se existirem vários casos na família e se for detectada uma mutação em determinados genes, esse risco salta para 70%, 80%. É um risco altíssimo. Por isso, é importante que os médicos saibam localizar esses agrupamentos familiares para fazer o diagnóstico e o aconselhamento genético dessas mulheres.
Vejamos o seguinte exemplo. O gene do câncer de mama pode ser transmitido por via paterna, isto é, do pai para as filhas. Imaginemos (figura do lado esquerdo) um homem com um par de genes constituído por um gene defeituoso e um normal, casado com uma mulher que tenha os dois genes normais. Esse homem vai transmitir seu gene defeituoso para metade de sua prole. Digamos que o casal tenha quatro filhas. Provavelmente duas terão o gene defeituoso e duas, o gene normal. O risco de câncer de mama para as primeiras é de 10%, mas sobe para 60%, 70% ou 80% para as que herdaram o gene defeituoso. É essa população que nos interessa localizar para fazer o aconselhamento genético.

RETIRADA PREVENTIVA DA MAMA

Drauzio - É para essas mulheres, uma porcentagem muito pequena diante do total de casos da doença, que se justifica a retirada preventiva das mamas?

Sergio Simon – Um trabalho na área da genética, iniciado no Hospital das Clínicas e agora realizado no Hospital Albert Einstein, procura localizar esses casos de mutação de genes e detectar, dentro das famílias, todas as pessoas portadoras da mutação. Para as mulheres portadoras de mutação, mas que ainda não desenvolveram câncer de mama, uma das opções é realmente a cirurgia preventiva. Retiradas as glândulas mamárias, é feita uma reconstrução imediata das mamas como a realizada nas cirurgias estéticas. Para nossa surpresa, em alguns casos, sem que houvesse um diagnóstico anterior, foram encontradas lesões cancerígenas microscópicas nessas mamas de alto risco.

Drauzio – Para essas mulheres, considerando um risco de certa forma teórico, não há de ser uma decisão fácil optar pela retirada do seio que ainda está normal? 

Sergio Simon – Está comprovado que para essas mulheres o risco de câncer de mama aumenta muito a partir dos 30 anos e o de câncer de ovários, a partir dos 35 anos. Por isso, aconselha-se que tenham todos os filhos que desejarem e depois, por volta dos 35 anos, submetam-se a uma cirurgia de retirada dos ovários. Essa intervenção reduz a incidência de câncer de ovário em mais ou menos 90% e – descoberta relativamente recente – o risco de câncer de mama em 50%.
A retirada das mamas, ou mastectomia profilática, precisa ser muito discutida com a paciente. Apoiada por uma equipe de psicólogos que faz parte de nosso grupo, ela deve conversar com seus familiares e com o marido, enfim, com as pessoas que irão ajudá-la a decidir. Se optar pela cirurgia, trata-se de uma operação razoavelmente fácil e de bom prognóstico. Não é que o risco de câncer de mama desapareça por completo, mas ele baixa dos 80% iniciais para 1% ou 2%.

PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA

Drauzio – Os testes para a detecção desses genes são complexos e só podem ser realizados em grandes centros por médicos especializados nessa área. Quais são as mulheres que devem submeter-se a essa avaliação?

Sergio Simon – Em geral, um indício é a ocorrência de pelo menos dois ou três casos de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos na mesma família. Então, se a mulher tem história de mãe, tia ou prima que desenvolveram câncer de mama ainda jovens, pode ser que faça parte de uma família com mutação genética e deve procurar um laboratório credenciado para realizar esses exames.

MEDIDAS PREVENTIVAS

Drauzio – Já que apenas uma minoria apresenta alto risco de desenvolver câncer de mama, que cuidados devem tomar as outras mulheres para prevenir essa doença, uma vez que nas fases iniciais ela é facilmente curável e, nas mais avançadas, é bastante difícil de tratar?

Sergio Simon – No começo do século XX, quando começaram a ser realizadas as primeiras cirurgias de câncer de mama, em geral, as mulheres procuravam o médico num estágio tão avançado da doença que inviabilizava a intervenção cirúrgica, porque a mama já estava parcialmente destruída pelo tumor. Nessa época, começou-se a preconizar a importância do autoexame, insistindo em que as próprias mulheres procurassem nódulos em suas mamas.
Hoje, embora o autoexame não deva ser abandonado, o interesse é diagnosticar precocemente o câncer numa fase em que nem a mulher nem o médico conseguem palpar a lesão, porque ela é ainda microscópica. Muitas vezes, o carcinoma é não invasivo, está localizado num pequeno duto da mama e praticamente não apresenta risco, pois a chance de cura atinge 95% dos casos.
Para que isso aconteça, a mulher tem de submeter-se a um programa rotineiro de mamografias. A recomendação é que a partir dos 40 anos mulheres que não apresentem fatores de risco nem história familiar da doença façam mamografia a cada dois anos. A partir dos 50 anos até os 75 anos, porém, esse exame deve ser repetido todos os anos. Depois dos 75 anos, o câncer de mama deixa de constituir risco importante para a mortalidade da mulher idosa.

MAMOGRAFIA: EXAME INDISPENSÁVEL

Drauzio – Como é realizado o exame da mamografia e porque é tão importante para o diagnóstico precoce da doença?

Sergio Simon – A mamografia é um exame de raios X da mama. Como é formada por um tecido bastante denso, para obter uma imagem clara, faz-se necessário comprimi-la entre duas placas de acrílico para que o tecido fique distribuído de maneira uniforme. Atualmente, com uma dose mínima de raios X, consegue-se uma imagem de transparência da mama bastante nítida que nos permite procurar principalmente microcalcificações. Em sua fase inicial, o câncer de mama aparece como pequenos focos de calcificação de aspecto muito sugestivo localizados dentro do duto mamário. À medida que o tumor cresce, vai adquirindo aspecto mais denso e a forma de uma lesão estrelada bastante característica.
A mamografia requer muita habilidade e competência do radiologista porque é um exame difícil de ser lido.

MICROCALCIFICAÇÕES X BENIGNAS E MALIGNAS

Drauzio – Muitas mulheres têm microcalcificações no seio que não representam perigo, não é mesmo?

Sergio Simon - São muito comuns as microcalcificações benignas que não requerem a realização de biópsias. Por outro lado, é importante lembrar que mais ou menos 15% dos cânceres de mama não são detectados pela mamografia. Por quê? Primeiro, porque não existem microcalcificações; segundo, porque é igual a densidade do nódulo e da mama e, como não há contraste entre os dois tecidos, nada aparece na imagem. Embora a mamografia normal não exclua completamente a possibilidade da doença, na dúvida, representa um indício importantíssimo para prosseguir a investigação diagnóstica.

CISTOS MAMÁRIOS

Drauzio – As mulheres que têm cistos mamários correm risco maior de desenvolver câncer de mama?

Sergio Simon – Na grande maioria dos casos, o cisto mamário é uma lesão completamente benigna que consiste num acúmulo de líquido sem maior significado dentro da mama. Não passa de uma pequena bolha de água que pode ser esvaziada com uma agulha. O risco, no entanto, aumenta se existir uma parte sólida crescendo dentro dessa bolha o que não costuma ocorrer com frequência.

IMPORTÂNCIA DO ULTRASSOM

Drauzio – As mulheres poderiam substituir a mamografia, exame que exige a compressão da mama, pelo ultrassom, que é mais simples de fazer e menos doloroso?

Sergio Simon – A mama é um órgão relativamente grande para ser examinado pelo ultrassom em todas as minúcias. Por isso, lesões muito pequenas podem passar despercebidas.

Em nenhum lugar do mundo o ultrassom é indicado como substituto da mamografia. No entanto, ele pode ser indicado como excelente complemento da mamografia para examinar com cuidado uma lesão duvidosa existente em determinada área da mama. Por outro lado, existem lesões que não aparecem na mamografia, mas aparecem no ultrassom. Por isso, ele deve ser pedido se alguma anormalidade for percebida em qualquer região da mama.

OUTROS CUIDADOS IMPORTANTES

Drauzio – Você destacou a importância da mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama. O que mais a mulher pode fazer nesse sentido?

Sergio Simon – Outro conselho importante é que as mulheres sejam examinadas pelo médico a cada seis meses. Pelo médico ou por uma pessoa treinada em realizar exames de mama, já que em vários países existem grupos de enfermeiras preparadas para fazer esse exame com habilidade e eficácia comprovadas.
O fato de as mulheres serem examinadas por um profissional a cada seis meses e submetidas às mamografias de rotina provavelmente sugere menor necessidade de fazer o autoexame.

Drauzio – Para que mulheres você indica a mamografia antes dos 40 anos? 

Sergio Simon – A mamografia anual é indicada precocemente aos 25 anos para as mulheres que pertencem a famílias de risco. Devem fazer o exame também antes dos 40 anos as mulheres que apresentarem um nódulo ou outro qualquer sinal suspeito na mama.

NÚMERO DE FILHOS, AMAMENTAÇÃO E CÂNCER DE MAMA

Drauzio – Existe relação entre número de filhos, amamentação e câncer de mama?

Sergio Simon – No passado, atribuiu-se à amamentação a propriedade de diminuir o risco de a mulher ter câncer de mama. Hoje se sabe que, se existe, essa proteção é muito pequena; o que realmente pesa como fator protetor é o número grande de gestações, uma vez que, durante a gravidez, a mama deixa de sentir os efeitos do ciclo menstrual.

IMPORTÂNCIA DA INVESTIGAÇÃO GENÉTICA

Drauzio – Que orientação deve receber uma moça preocupada porque tem um parente de segundo grau com câncer de mama?

Sergio Simon – Ela deve receber a orientação padrão dada a todas as mulheres que não fazem parte dos 10% que pertencem ao grupo de risco e  precisam fazer o teste de mutação genética, ou seja, ela deve fazer mamografia a cada dois anos depois que completar 40 anos, e anualmente depois dos 50 anos.

Drauzio – Embora a incidência de câncer de mama gire em torno de 10% na população em geral, algumas famílias apresentam número maior de casos, não é mesmo?

Sergio Simon – Isso de fato acontece. Às vezes, aparecem dois ou três casos de câncer de mama na mesma família sem que haja indicação de qualquer fator predisponente para a doença. Conheço uma família de imigrantes da Hungria em que cinco das seis irmãs tiveram câncer de mama. Essas mulheres foram amplamente estudadas e não foi encontrada nenhuma alteração nos genes que controlam esse tipo de câncer. Diante disso, só existem duas explicações: ou foi uma terrível coincidência, ou elas possuem um gene desconhecido que sofre mutação e as predispõe para o câncer de mama. É mais provável que a segunda hipótese seja a verdadeira.

Drauzio  E as famílias que têm homens com câncer de mama?

Sergio Simon – Homens com câncer de mama sempre levantam a suspeita de mutação genética num dos dois genes já mencionados. Nesse caso, toda a família deve ser testada para verificar se realmente existe predisposição familiar.

Drauzio – Vamos imaginar o caso hipotético de uma mulher que teve câncer de mama aos 30 anos. Com que idade e frequência a filha dessa mulher deve começar a fazer mamografias?

Sergio Simon – Se o caso da mãe for o único na família, a filha é considerada uma mulher de risco pouco elevado e deve seguir o padrão normal da indicação das mamografias. Se a família, porém, for muito pequena e não houver possibilidade de levantamento do histórico familiar – a mãe era filha única e a avó morreu cedo de causa desconhecida – é importante pedir-lhe o teste de mutação genética.

Drauzio – Mesmo que o teste dê negativo, mulheres que pertençam a famílias com mutação genética devem começar a fazer mamografia mais cedo?

Sergio Simon – Não. Mesmo nas famílias portadoras de mutação genética, com alto risco de câncer de mama, as mulheres que apresentam teste negativo correm o risco normal de 10% de contrair a doença.

Drauzio – Na impossibilidade de obter o teste o que o médico deve fazer?

Sergio Simon – O aconselhamento torna-se muito difícil, quando não se têm dados objetivos na mão. Se na família existem quatro ou cinco casos de câncer de mama, inclusive um homem, sobe para 90% a possibilidade de alterações genéticas naquele grupo familiar. Isso justifica tratar todas as pessoas daquela família como portadoras de mutação genética, mesmo que não o sejam.
A propósito, acho interessante citar o caso de uma família paquistanesa aqui no Brasil que sigo desde 1990. São seis casos de câncer de mama em mulher e doisem homem. Antes mesmo de ter o teste de mutação genética à disposição, já se sabia que o resultado seria positivo. No entanto, um dos casos de câncer de mama ocorreu numa mulher com teste negativo, que não tinha mutação genética. Ela fazia parte dos 10% da população sem mutação genética que desenvolve a doença.

CÂNCER DE MAMA E IMPLANTE DE SILICONE

Drauzio – É procedente a relação entre câncer de mama e os implantes de silicone?

Sergio Simon – O risco de câncer de mama não aumenta com os implantes de silicone. Na verdade, o silicone não causa câncer de mama, mas pode provocar uma doença reumática e dores articulares quando vaza da prótese.

REPOSIÇÃO HORMONAL: PRÓS E CONTRAS

Drauzio  Qual a influência da reposição hormonal no câncer de mama?

Sergio Simon – Nem todas as mulheres têm necessidade fisiológica de fazer reposição hormonal. Muitas fazem esse tratamento por motivos estéticos, para ficar com aparência mais jovem ou porque está na moda e alguns médicos recomendam. Para essas, a reposição hormonal é desaconselhada.
Outras, no entanto, precisam dessa reposição porque apresentam alterações de comportamento, depressão e osteoporose. Para aquelas em que a perda de cálcio pode implicar problemas graves no futuro como fraturas, dores, perda de altura, deformidades na coluna, a reposição hormonal deve se indicada, porque os benefícios que trará superam, com vantagem, o pequeno aumento no risco de incidência de câncer de mama.

Drauzio Ao contrário do que se preconizava há dez anos, atualmente a reposição hormonal não deve ser indicada para todas as mulheres.

Sergio Simon – Está na hora de parar com a indicação de reposição hormonal para todas as mulheres, mesmo porque estudos recentes demonstram um pequeno mas substancial aumento no risco de câncer de mama nas mulheres submetidas a esse tratamento.

ESTILO DE VIDA E CÂNCER DE MAMA

Drauzio – Em relação ao estilo de vida a ser adotado, que conselhos você daria às mulheres que têm risco normal de desenvolver câncer de mama?

Sergio Simon – É muito difícil aconselhar mudanças no estilo de vida, porque não se conhece a maioria dos fatores que provocam câncer de mama. No entanto, é sempre aconselhável prestar atenção à dieta. Evitar alimentos com alto teor de gordura animal parece ser uma medida benéfica na prevenção do câncer de mama. Além disso, vale a pena destacar a importância dos exercícios físicos. Recentemente um estudo americano demonstrou que a incidência desse tipo de câncer diminui nas mulheres que praticam exercícios regularmente quatro vezes por semana.

*Sérgio Simon é médico oncologista e trabalha no Hospital Albert Einstein

Se TOQUE ! : Câncer de Mama

4620635858_957b861114_largeO que é câncer de mama?

Câncer de mama é o desenvolvimento anormal das células do seio. Estas células crescem e substituem o tecido saudável.

Câncer de mama é uma doença tratável. A descoberta precoce é a chave para sobreviver ao câncer de mama. O câncer normalmente começa com um pequeno nódulo que, com o tempo pode crescer e se espalhar para áreas próximas, como os músculos e pele, assim como nódulo de pus sob o braço. Principalmente o tumor pode se espalhar para órgãos vitais como fígado,cérebro, pulmão e espinha.

Mais ou menos uma entre oito mulheres desenvolvem câncer de mama. Mesmo com o recente progresso de descoberta precoce e tratamentos aperfeiçoados, o câncer de mama é terceira maior causa de morte para mulheres nos E.U.A

Como ocorre?

A causa do câncer de mama não é conhecida. Qualquer mulher pode desenvolver câncer de mama e apesar de muito menos comum, homens também podem. Algumas mulheres são mais propícias a desenvolver câncer do que outras se apresentarem os seguintes fatores :

– Ter mãe ou irmã com câncer de mama
– Nunca ter tido filhos
– Ter tido o primeiro filho após os 30 anos
– Histórico de exposição a radiação
– Fumar
– Terapia hormonal (estrogênio)
– Uso excessivo de álcool
– Ferimento no seio
Obesidade

Não há evidências definidas ainda que o uso de pílulas por um longo período de tempo pode causar câncer de mama, mas esta possibilidade continua a ser estudada. Também parece que tomar estrogênio depois da menopausa causa um pequeno aumento de risco de câncer de mama.

Pesquisadores também estão estudando alguns vírus como possíveis causas.

Quais são os sintomas?

Na maior parte das vezes o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor que pode crescer lenta ou rapidamente.

Outros sintomas do câncer de mama incluem:

– Mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos, ou elevação da pele em uma área do seio
– Uma mudança do tamanho ou formato do seio
– Secreção no bico do seio
– Um ou mais nódulos nas axilas

Como é diagnosticado?

Para descobrir o câncer de mama o mais rápido possível, você deverá, a partir do momento que tiver idade suficiente para ter exames ginecológicos anuais:

– Fazer um auto exame mensal
– Fazer exame médico pelo menos uma vez ao ano
– Fazer uma mamografia entre 35 a 39 anos de idade. A partir daí, após os 40 a cada 1 ou 2 anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. Se você apresentar características de alto risco de câncer de mama, você deve começar a fazer mamografias regulares aos 35 anos ou menos.

A maior parte dos nódulos não são câncer. Na maioria das vezes eles são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual. Mas todo nódulo deve ser avaliado.A avaliação normalmente envolve:

– um exame médico
– uma mamografia
– uma biópsia de agulha ou cirúrgica (estes testes devem ser feitos mesmo que o nódulo não seja visto na mamografia)

Se fizer biópsia de agulha (também chamada de aspiração de agulha), primeiramente será aplicada uma anestesia local para adormecer a área do seio que será analisada. Então o médico insere uma agulha dentro do nódulo e retira o fluido ou tecido dele. Se o fluido completar a agulha, o nódulo é um cisto de fluido e não câncer. Remover o fluido também faz o nódulo desaparecer. O tecido retirado pela agulha será examinado no laboratório.

Se fizer biópsia cirúrgica, será aplicada uma anestesia local por seu médico que fará um corte no seio e removerá o nódulo. Este tecido será examinado através de um microscópio. Um teste receptor de estrogênio (ER) poderá ser feito com a amostra da biópsia para ver se os hormônios promoveram o crescimento do tecido cancerígeno. Um nódulo linfático também pode ser removido das axilas para que se verifique se o câncer estendeu-se além do seio.

Como é tratado?

Se um nódulo do seio é cancerígeno, a decisão para tratamento será feito por você, seu cirurgião, e seu oncologista (especialista de câncer).Estas decisões serão baseadas no tipo e no tamanho do câncer e se ele estendeu-se para o nódulo ou para outras partes do corpo.

Os possíveis tratamentos cirúrgicos são lobectomia (remoção somente do tecido cancerígeno) ou mastectomia (remoção completa do seio). Outros tratamentos possíveis são a radiação e a quimioterapia, estes tratamentos podem ser usados isolados ou em combinação.

Se você estiver considerando a mastectomia, você deve discutir com seu cirurgião as opções e datas para a reconstrução cirúrgica.

Como posso me cuidar?

Se foi diagnosticado câncer de mama:

– discuta com seu médico a respeito do câncer e opções de tratamento. Não hesite em ter uma segunda opinião.
– Pergunte para seu médico o que deve ser feito caso o tratamento cause desconforto.
– Faça exames regulares após o tratamento terminar.
– Continue com auto-exame mensal, mesmo que ambos os seios tenham sido removidos cirurgicamente, para que se possa perceber cedo a reincidência do câncer, caso haja.

Muitos serviços de suporte estão disponíveis para as mulheres com câncer de mama. A sobrevivência ao câncer de mama continua sendo aperfeiçoado. A maior parte dos tumores são encontrados pelas próprias mulheres. Quanto mais as mulheres fizerem o auto-exame regular, mais o câncer será constatado prematuramente. Como a mamografia e outras tecnologias aperfeiçoam-se, o câncer tem sido detectado antes mesmo de sua existência ser sentida ou suspeita. Detecção prematura aumentam grandemente as chances de sobrevivência e facilitam o êxito do tratamento. Para detectar o câncer prematuramente:

Faça um auto-exame mensalmente.

– Faça mamografias anuais a partir dos 50 anos
– Não ignore um nódulo ou mudança na aparência ou sensação do seio. Lembre-se que o tumor cancerígeno é normalmente indolor.

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O QUE É O AUTO-EXAME?
É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. É conhecendo suas mamas que você pode verificar qualquer alteração.

QUANDO FAZER?
Faça o auto-exame uma vez por mês.
A melhor época é logo após a menstrução. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.

O QUE PROCURAR?
Diante do espelho:

Deformações ou alterações no formato das mamas
Abaulamentos ou retrações

Ferida ao redor do mamilo
No banho ou deitada:

Caroços nas mamas ou axilas

Secreções pelos mamilos

COMO EXAMINAR SUAS MAMAS?
Diante do espelho:

Eleve e abaixe os braços.
Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.

Durante o banho:

Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila.
Faça o mesmo na mama esquerda.

Deitada:

Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.



Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita.

A T E N Ç Ã O:
Caso você encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar um serviço médico: os ambulatórios, postos e centros de saúde pública podem ajudá-la. Quanto mais cedo melhor!

Além disso, caso você, por qualquer motivo, procurar seu médico, peça-lhe para que examine também suas mamas. E se for solicitada uma mamografia, exiga o selo de qualidade no relatório do seu exame. Este é a garantia de um exame confiável.

Mais informações: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER

O que é Câncer de Mama?

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 O câncer de mama propriamente dito é um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores. Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos.

Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer. A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, como o câncer de mama, que crescem rapidamente e sem dor. Devem ser diagnosticados o mais rápido possível para evitar a perda da mama ou mesmo lesões maiores.

 Como é feito o diagnóstico do Câncer de Mama?

 O melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama é a mamografia, que é capaz de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o auto-exame e o exame feito pelo ginecologista ou mastologista, já que alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia. A mamografia é um exame simples, com aparelhos de Raio X especialmente desenvolvidos para isso, onde a mulher coloca os seios entre duas placas de acrílico, que irão comprimir um pouco a mama. A compressão da mama é requisito essencial para o sucesso do exame, portanto, deve-se evitar o período anterior ao da menstruação, quando as mamas ficam um pouco doloridas, o que causará um certo incômodo na hora do exame. Recomenda-se que ele seja feito aproximadamente uma semana após o período menstrual. A título preventivo, esse exame deverá ser feito anualmente a partir dos 50 anos, ou, se houver casos na família, desde os 40 anos de idade. O exame não é prejudicial à saúde, sendo que a radiação recebida é pouco maior do que a de uma radiografia dos pulmões. O auto-exame é um método de diagnóstico onde a própria mulher faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época.

A cada seis meses, a mulher deve se submeter a um exame de rotina com o ginecologista, que se tiver alguma dúvida ou suspeita, deverá encaminhá-la ao mastologista, que é um médico especializado em doenças das mamas. Qualquer suspeita deverá ser verificada. Se um dos exames anteriores for suspeito, será preciso efetuar uma biópsia para confirmar ou não o diagnóstico. Este exame consiste numa pequena cirurgia destinada a retirar um pedaço do nódulo suspeito, ou mesmo o nódulo inteiro, para que este seja analisado. Conforme o caso, isso pode ser feito através de agulhas.

 Quais são os tipos de tratamento do Câncer de Mama?

A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia. A radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol. Outro tratamento utilizado nos casos de câncer é a quimioterapia. A quimioterapia é o uso de medicamentos extremamente potentes no tratamento do câncer. Também é usado para completar a cirurgia, podendo começar antes ou após a operação. Ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, a quimioterapia age em todo o corpo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos.

 A quimioterapia age sobre as células tem um crescimento e multiplicação acelerados, como as do câncer. Acontece que existem outras células do corpo que possuem estas mesmas características, causando os famosos efeitos colaterais, tais como anemia e diminuição da resistência a infecções causadas pela ação nas células produtoras dos glóbulos sangüíneos vermelhos e brancos, queda de pêlos e cabelos devido à ação nas células do folículo piloso, náuseas, vômitos e diarréia, em decorrência da ação nas células do aparelho digestivo, além da dificuldade de engravidar e parada da menstruação, já que as células do sistema reprodutor também são afetadas. O tratamento normalmente é feito com soro pela via endovenosa. Na maioria das vezes, o tratamento dispensa a internação. Primeiramente, o paciente faz uma consulta médica de rotina e, se estiver tudo normal, recebe o soro durante algumas horas e está liberado para voltar para casa. Em alguns casos, outro procedimento que pode ser útil é a hormonioterapia.

 Durante muitos anos acreditou-se que o surgimento do câncer de mama tivesse íntima relação com os hormônios femininos, em especial os estrogênios. Hoje sabe-se que nem sempre isso ocorre. Por isso é feito um exame para averiguar a utilidade ou não desse tratamento. O exame consiste na medição na dosagem dos receptores de estrogênios das células do tumor. De acordo com o resultado avalia-se a necessidade ou não da hormonioterapia, que consiste na ingestão de um a dois comprimidos por dia durante não menos que dois anos.

Fonte: http://www.consumidorbrasil.com.br

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Atenção!

 Assista este vídeo, é importante para aprendermos a fazer o Auto-Exame das Mamas.

Câncer de Mama : Cuide-se !

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Sendo uma das partes mais sensuais do corpo feminino, deve ser tratado com o devido carinho e atenção. Desde uma boa alimentação até exercícios fácil para serem feitos em casa. Nunca se esquecendo um dos maiores pesadelos que sempre ronda as mulheres. O câncer de mama. Previna-se, cuide bem dos seus seios.

Alimentação

A alimentação é outro fator bastante importante para a saúde dos seios. É necessário ingerir alimentos menos gordurosos e mais ricos em fibras, como por exemplo, as frutas, as verduras e os legumes. Estes alimentos previnem o câncer de mama. Elimine o cigarro e modere nas bebidas alcoólicas. O efeito sanfona pode danificar a elasticidade da pele das mamas, o que provoca as estrias que quando em casos extremos, somente uma cirurgia pode retirá-las.

Hidratação

Por ter a pele mais sensível,esta parte do corpo, resseca-se com certa facilidade. Use sempre um bom hidratante , já prevenindo estrias, flacidez e também o envelhecimento precoce. É recomendado usar produtos diariamente, de preferência depois do banho, porque a pele ainda está úmida e facilita a penetração do produto.

Para tonificar, nada melhor do que um algodão embebido em loção tônica gelada, após o banho.

Câncer

Na menopausa, os seios começam a diminuir de tamanho devido a redução das forças dos tecidos glandulares. É nesse período que a mulher deve fazer o auto exame com mais cautela, pois a incidência de câncer costuma ser maior. Mas desde adolescente já temos que ter sempre na memória um exame simples e de graça. O auto exame preventivo.

Bem lembrado…. Você já fez seu auto exame?

Não se lembra como se faz, tudo bem, ajudamos você!

fonte -http://www.dietaebeleza.com/de-peito-aberto-cuide-bem-de-seus-seios/

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