Rejeição e dor – Andrea Pavlovitsch
09 mai 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:ALEGRIA, AMOR, homem mulher sentimento, REJEIÇÃO, VIDA

Você já foi rejeitado? Aposto que sim. Aposto como aquela menininha linda da quarta-série não queria nada com você e quando você escreveu no bilhetinho “Quer namorar comigo?” com dois quadradinhos ao lado do SIM e do NÃO, ela assinalou um X no não tão forte que até furou o papel. E aposto que você ainda se lembra de quando o seu pai comprou um presente para o seu irmão mais novo, e não para você. Ou quando, sentado na sala de espera da entrevista de emprego, percebeu o quanto o ex-futuro chefe gostou muito mais do currículo da candidata que entrou antes de você. Ou dos peitos, que seja! A rejeição acontece. O tempo todo. Seja na fila do ônibus, seja no trabalho, mas onde ela realmente pega, são nas relações amorosas.
Perdi a conta do número de vezes que consolei minhas amigas rejeitadas pelos pretendentes. Perdi a conta do número de vezes que eu precisei delas para que me consolassem. A rejeição amorosa mexe em um lado nosso que nem sabíamos que existia. É como se, por alguns instantes, um imenso buraco abrisse debaixo dos nossos pés (a famosa sensação de estar sem chão) A cabeça fica turva, os olhos começam a lacrimejar, a garganta fecha completamente. É dor. Na sua forma mais pura, mais profunda. É como se fossemos, naquele momento, lixo. Quando estamos realmente, de verdade, apaixonados então a coisa piora. E muito. E não pense que precisamos das famosas palavras “eu não te amo mais” para nos sentirmos assim. Rejeição, quando começa, se sente. Sentimos nos olhares para a mesa ao lado do restaurante. Sentimos quando não importamos mais para aquela pessoa, quando tudo o que fazemos para ela ou para ele parece nada. É como se fosse uma coisa comum, por mais que nos esforcemos, não tem nenhum significado para o outro.
E como é duro se conformar com isso. Quando ele chega e diz “Acabou!” ficamos inconformados. Por quê? Como? Não entendemos nada porque não conseguimos ler os sinais. Pensamos: “Mas como pode, estava tudo tão bem?”. Mas não estava há tempos. Por isso acredito que a rejeição nos cegue. Talvez para que doa menos. Talvez para que possamos passar melhor por isso. E todos fogem da dor, o tempo todo. A dor das necessidades da vida. A dor de perder, de desapegar. A dor de mudar uma rotina que gostamos tanto. De esquecer, de deixar de gostar, de deixar de sentir necessidade e de sentir necessário.
De fato, a rejeição mexe com o que existe de mais primitivo em nós. Quando somos bebês não queremos, e nem podemos ser rejeitados pelos nossos pais. Dois dias sozinhos neste mundo cruel, sem comida, sem leite, sem cobertores nós até sobrevivemos. Mas um dia, que seja, sem carinho e sem toque, e não existiremos mais. A rejeição, portanto, mexe com o nosso instinto de sobrevivência, de capacidade de conseguir chegar numa idade em que poderemos nos virar sozinhos. Mexe com as necessidades de carinho e de afeto que só uma mãe pode dar. E são estes os sentimentos que aparecem quando acontecem as outras rejeições na nossa vida. É como se todas as outras remetessem a rejeição original que pode ser desde um “não sei se quero mesmo ter esse filho” até um abandono na cesta de lixo ou num rio, como está tanto na moda. E isso sempre é dolorido. E muito.
Mas porque somos rejeitados?
Essa é a pergunta que todos gostariam de ver respondida. Não existe uma fórmula. Não adianta você ser a mais bonita, a mais gostosa e a mais inteligente do planeta. Isso não fará com que você não precise passar por isso. E procuramos tanto nos “ajeitar” para evitar a rejeição. Enchemos-nos de botox, levantamos o bumbum, fazemos ginástica, aprendemos a falar direito. Qualquer truque! Para que aquela pessoa, aquela pessoa especial que amamos tanto e que escolhemos, também escolha a gente. E, um dia, um belo dia, descobrimos que nada do que fizermos vai adiantar muito. A rejeição, feliz ou infelizmente, está relacionada à energia. Simplesmente não deixamos de gostar de alguém porque a pessoa tem esse ou o outro defeito. Tantas mulheres aturam maridos bêbados e espancadores por medo da rejeição. Tantos homens sustentam mulheres que não merecem por medo de serem rejeitados por elas. Na pior das hipóteses, o medo da rejeição vira um imenso jogo. E se a pessoa amada sabe se aproveitar desse jogo, com certeza, o outro sofrerá muito.
Mas o que é a rejeição então?
A rejeição, portanto, é o quanto a gente se rejeita. O quanto achamos que não somos suficientemente perfeitos. O quanto não nos aceitamos como somos. É muito fácil aceitar um homem, ou uma mulher, que amamos como eles são. Até achamos os defeitos pequenos charmes passíveis de perdão. Mas quando cometemos um erro, quando fazemos algo de não gostamos, nos culpamos, nos rejeitamos. E quanto mais você se rejeita, mais o Universo vai mandar pessoas para você em forma de rejeição. É como se você estivesse pedindo isso para o Universo o tempo todo. Vibrando a rejeição, atraímos a rejeição.
Então, como nós livrarmos da rejeição?
O primeiro passo é uma grande, imensa, faxina interna. Sente-se um dia, com você, e se lembre de todas, todas, todas as ocasiões em que foi rejeitado ou que se sentiu assim. Chore, grite, esbrajeve. Soque umas almofadas, faça qualquer coisa que te faça sentir melhor, mas, por favor, não entre no coitadinho de mim. Você não é o único rejeitado do planeta e pode, muito bem, agüentar isso. Livre-se daquela coitadinha que não pode mais viver por ter sido rejeitada. Simplesmente mande ela embora da sua vida.
Segundo passo, e mais importante, amar a si sobre todas as coisas. Aprender a amar os seus erros, os seus defeitos, as suas atitudes impensadas, as coisas que você fez e não deram certo, os fracassos. Pense que tudo no Universo está sempre no local e na sintonia certa e que se essas coisas te aconteceram é porque tinham que acontecer. Não pense que seria diferente, que você teria feito outras escolhas, porque não teria. As coisas são o que são. Aceite-as. Aceite a si e, assim, você também vai aceitar o próximo. Pense nas vezes em que você rejeitou alguém. Pensei que você pode ser a menininha da quarta-série que respondeu a enquete. Pense que, muitas vezes, você teve que rejeitar uma pessoa que você sabia que não tinha nada a ver com você. Essa é a dinâmica da vida e não é você quem vai modificá-la. Simplesmente aceite.
Então, a lição de casa para a rejeição é a aceitação. E se isso te fizer chorar, chore. Se isso te fizer sofrer, sofra. Não é vergonha para ninguém passar por isso, não é humilhação. Humilhação, de verdade, é deixar de se amar e esperar que o outro faça isso por vocês dois.
Você é um ser humano perfeito! Com todas as suas imperfeições. E está numa grande escola chamada Vida, onde você pode errar a vontade. E sempre, sempre, sempre se perdoar por isso.
Andrea Pavlovitsch
Terapeuta holística, taróloga e numeróloga. Atende com florais, reiki e psicoterapia.
Agende seu horário por (11)8132-7126,(11)6839-3412 ou (11) 9273-2657 ou peça seu mapa numerológico (pessoal e empresarial) e consulta de tarô através de andreateixeira@psicoterapeutas.com.br
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Chute o balde !
30 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:AMOR, elisabete cunha, VIDA, VIDA AMOR

Solidão, que nada!
17 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:ALEGRIA, AMOR, elisabete cunha, RELACIONAMENTOS, VIDA

Já repararam em como tem um tanto gente reclamando da solidão? Querendo achar a goiabada pro seu queijo, a tampa pra sua panela, o guaraná pra sua pipoca, o granulado pro seu brigadeiro? Como explicar tantas pessoas querendo a mesma coisa e elas não se esbarrarem por aí? Que diacho de análise combinatória é essa que não dá certo?!
Tá difícil?
17 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:AMOR, elisabete cunha, GENTILEZA, RELACIONAMENTOS, VIDA
A teoria é simples (pra não dizer simplória). Se as coisas estão difíceis, pra quê dificultar? Todo mundo sabe que vivemos tempos competitivos, velozes, agressivos, que nos incitam diariamente à hostilidade. Mas, aonde a gente vai chegar assim?
Pra suavizar esse quadro (pra mim tá na cara) é só remexer nos baús da gentileza, da cortesia, da delicadeza e dos substantivos afins. Alguns podem me dizer que isso é frescura. Outros que isso é só um artifício pra parecer bonzinho. Pode ser também. Mas, eu continuo achando que é uma maneira de fazer a nossa vida e das outras pessoas ser mais leve…
Fico me perguntando em que capítulo a gente perdeu a gentileza e se esqueceu de procurar (registre-se: estou me incluindo na massa do bolo). Tem gente se assustando até com um “bom dia”… Convenhamos, não é tão difícil não furar fila, dar passagem no trânsito, saber falar e saber calar, exercitar o bom humor (pelamordedeus!), segurar um pouco a porta do elevador, não jogar lixo no chão, reclamar menos, ser gentil também com quem a intimidade te abona pra algumas desatenções e por aí vai, numa lista infindável de gentilezas conosco e com o mundo que nem precisavam ser enumeradas…
Ledo engano daqueles que acham que isso é perda de tempo. Isso pode sim mudar o mundo! Gentileza gera gentileza, já disse o Profeta. E eu tô com ele!
Paulo Andrade do Blog Cara de Paulo
TEMPO…
15 abr 2012 Deixe um comentário
em SENTIMENTO Tags:AMOR, elisabete cunha, sentimento.relacionamentos amor vida, VIDA
A gente nasce,
completa muitos aniversários,
e como flor
vai desabrochando lentamente,
ou feito borboleta,
que antes de ser tão bela,
sofre tanta transformação,
vai percebendo que as mudanças
são inevitáveis e sofridas,
mas bem-vindas também.
A gente passa por muitos ciclos,
e a cada um, ainda que não se perceba
de imediato, ganha, cresce, melhora
e fica mais perto da simples e preciosa
LIBERDADE de apenas SER.
Então, falando nisso, lembro-me de uma frase do encantador Pablo Picasso
que sabia tudo de ser livre, pleno e feliz e concluo com a toda sua sapiência
que assim diz:
“Leva muito tempo para as pessoas
conseguirem se tornar jovens.”
Texto- Be Lins




















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