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Archive for Setembro 2009

Música Semente:Daniel Taubkin

com 11 comentários

 

dan

Fazer um comentário mais técnico sobre a musica de Daniel Taubkin, seria um grande atrevimento da minha parte. Para mim fica a posição de ouvinte que só usa a sensibilidade como ferramenta. Uma música singular , penetrantre, pura semente de emoção musical e Pérola virtuosa. Daniel Taubkin é sinônimo de ótima música sempre , a sua sensibilidade musical é rara e sua capacidade de partilhar conhecimento é admirável. O seu Sertão negro é de todas as cores!

  Elisabete Cunha

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Da complexidade jobiniana de Capricho, com melancolia digna de Londrina, de Arrigo Barnabé, ao espírito de big band latina de Mamãeeuquero, que abre o disco com pulso firme, o que se ouve em Sertão negro, quinto disco do cantor, compositor e instrumentista Daniel Taubkin, é uma música de riqueza e complexidade raras. Num tempo em que a falta de fôlego da maioria dos compositores casa bem com a idéia do fim do CD e, portanto, dos álbuns com conceitos bem-amarrados e repertório coerente, Daniel consegue produzir um disco com 15 faixas e mais de uma hora de duração em que a sensação de exuberância é permanente.

Com carreira fonográfica iniciada em 1998, com o disco Brazsil, o artista vinha de shows ao lado do exigente Dori Caymmi e já contou, ali, com as presenças ilustres de Egberto Gismonti, Heraldo do Monte e o próprio Dori. Fez sua carreira entre Brasil e Estados Unidos (o disco A picture of your life, de 2002, só foi lançado lá) e em Sertão negro trabalha africanidades filtradas por lógica própria. E conta com cerca de 100 artistas de diversas matizes e tendências, que contribuem para um todo rico e colorido. Convidados do naipe de um Edsel Gomez, um Benjamim Taubkin e um Teco Cardoso contribuem para excelência instrumental que aumenta em cumplicidade com as presenças da Orquestra Tom Jobim, regida pelo maestro e saxofonista Roberto Sion, com 43 integrantes.

Capaz de ir de uma versão com ares eruditos da tradicional Sometimes I feel like a motherless child a recriações praticamente carnavalescas de Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu), Tem mais samba (Chico Buarque) e O dengo que a nega tem (Caymmi), Daniel faz emocionada homenagem a Sarah Vaughan (To Sarah), exalta Jobim (Sambinha pro Tom) e flerta com a poesia de Fagundes Varela e Castro Alves sem parecer excessivamente reverente. Um disco para degustar em camadas, saboreando detalhes. Como um vinho que revela sua complexidade no contato com ar, devidamente decantado, ao longo de uma hora de sensações variadas

Kiko Ferreira – EM Cultura

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Abaixo algumas pérolas de trabalhos diversos.

 

 

 

http://www.myspace.com/danieltaubkin

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Escrito por elisabetecunha2008

09/30/2009 em 16:35

PURA ARTE!

com 5 comentários

Lorena Hollander,  têm a arte no sangue.

 

Filha do artista plástico Gregório Gruber e neta do renomado pintor Mario Gruber, Lorena Hollander cresceu entre pincéis. Depois de se arriscar na pintura, fotografia e em diversos tipos de dança, a jovem acabou fisgada pelo Rock and Roll, ao ouvir Os Mutantes e Smashing Pumpkins. 

TENIS 

Líder da banda Diáfanes, criada em 2002, Lorena reúne na mostra Unity backlights e digigrafias desenvolvidos para a capa do último álbum do grupo, além de peças criadas à maneira de Jackson Pollock – em uma sessão de action painting, durante a gravação do vídeo clip da música que dá nome à exposição. Além de compor e cantar na banda Diáfanes, Lorena também cria e cuida do visual da banda, desde cenários e figurinos dos shows até a programação visual e direção de arte do CD. Esta é a primeira mostra individual da artista, que já participou de Mulheres ao Infinito, exposição que ocorreu no início do ano na IQ Art Gallery.

Escrito por elisabetecunha2008

09/30/2009 em 16:35

Me gustas cuando callas…Neruda

com um comentário

Ricardo Eliezer Neftalí Reyes Basoalto é o nome de batismo de Pablo Neruda, um poeta extremamente importante em seu país, o Chile, e fora dele. Filho de um operário da linha ferroviária e de uma professora que faleceu um mês após o nascimento do filho, então Ricardo foi criado por seu pai, que mais tarde casou-se novamente.

Biografia

Biografia

A segunda esposa foi aceita por Pablo como uma verdadeira mãe adotiva, muito dedicada a ele viveram juntos bons momentos entre brincadeiras de criança e passeios em família, eles tinham um ótimo relacionamento que pode ser comprovado nas homenagens que ele lhe fez em alguns de seus textos como por exemplo “Memorial de Ilha Negra”. Neruda desde menino adotou o pseudônimo de Pablo Neruda que levou por toda a vida, e que se formalizou quando ele pôde mover uma ação para  mudar o nome.

Poema

Poema

O talento para a escrita poética se revelou desde muito cedo nas escolas por onde estudou. Mais tarde Pablo Neruda começa a participar de pequenos eventos nos quais recebe suas primeiras premiações como poeta. Reconhecendo a influencia e o poder da educação ele sempre se dedicou muito aos estudos, formou-se em pedagogia por uma universidade Chilena, neste período tem um de seus poemas publicado em uma revista da época que se chamava Juventude. No ano de 1923 sua obra “Crepusculário” merece o reconhecimento de escritores renomados, neste período sua carreira já ia muito bem e suas criações não cessavam e começam a ser observadas as tendencias especificas, primeiro o modernismo para logo a seguir uma intencionalidade para a vanguarda percebido em três de seus livros. Dicas de livros deste escritor são sempre apreciadas pelos amantes de poesia.

Pablo Neruda

Pablo Neruda

Pablo Neruda trilhou uma longa jornada como diplomata e assim viajou por diversos países. Se candidatou ao senado e foi eleito no ano de 1945 e é neste período que Neruda nos deixa um legado de lições de cidadania, e suas poesias passam a versar sobre ética, politica e questões sociais de modo geral. Neruda foi um poeta ativista e usou seu dom para defender seus ideais, sempre envolvido em grandes eventos por mais de uma vez ele foi convidado para ler diante de multidões, em 1945 foram em torno de cem mil ouvintes no Pacaembu e em 1971 eram cerca de setenta mil ouvintes em um estádio Chileno. Pablo Neruda nasceu no ano de 1904 no dia 12 do mês de julho e faleceu em 1973, no dia 23 do mês de setembro. Teve ainda a publicação de suas memórias logo após sua morte, no ano de 1973, cujo título é “Confesso que Vivi”. Vale a pena buscar e degustar as obras deste poeta brilhante, há também um filme sobre sua vida, chama-se “ O Carteiro e o Poeta”.

Escrito por elisabetecunha2008

09/30/2009 em 16:35

Educação e Comportamento

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Como  Multi- Educadora , sempre me perguntam  quais as funções do Psicólogo em uma Instituição Educacional . Costumo responder que ele deverá ser  um observador ao nível dos comportamentos que a criança manifesta, ao nível dos conteúdos da aprendizagem se há ou não dificuldades aparentes e ainda inferir sobre as relações com pares, sendo que estas funções se encontram cada vez mais centradas no âmbito da escola em geral situada num contexto e cada vez menos centrada na criança como indivíduo singular.

O psicólogo tem como principais funções na escola as de avaliar e intervir junto de crianças do ensino básico que apresentem dificuldades de comportamento e aprendizagem.

A abordagem feita pelo psicólogo é direta fazendo uso de técnicas específicas de aconselhamento.

No Contexto escolar este organiza atividades, ações de formação para pais, professores, assistentes e outros que possam de alguma forma participar na educação ativa das crianças, sobre vários temas.

O psicólogo deverá participar ativamente junto da escola em atividades que possam implicar mudanças estruturais.

Outra das funções do Psicólogo na escola é participar na elaboração e organização dos serviços de atendimento, no sentido de avaliar se as crianças estão ou não a receber serviços que possam satisfazer as suas necessidades.

Este deverá articular os diferentes contextos educativos da criança, coordenar a informação sobre o desenvolvimento da criança, avaliando as suas necessidades, os recursos existentes na escola e ainda da comunidade onde esta se insere, avaliar os contextos sócio culturais.

O psicólogo deverá ainda se manter alerta e ativo no que respeita novas técnicas de avaliação, intervenção e planificação.

Escrito por elisabetecunha2008

09/30/2009 em 16:35

O LEITOR.

sem comentários

 

A minha dica de Leitura é :

O LEITOR

BERNHARD SCHLINK

Não raro, a literatura, mesmo a de ficção, tem o poder de melhor problematizar o passado do que a própria escrita da história. A afirmação é bastante forte (e também polêmica), mas, no fundo, bastante verdadeira. O caso de “O Leitor” (The Reader), de Bernhard Schinlk, é um bom exemplo.

Na ainda destroçada Alemanha dos anos 1950, o adolescente Michael Berg conhece Hannah, mulher vinte anos mais velha, com quem inicia um caso amoroso. A relação dos dois é marcada pela descoberta do sexo, do mundo da literatura e por diversos mistérios. Michael e Hannah parecem viver apenas o presente. O passado fica no passado. Certo dia, Hannah deixa Michael sem nenhuma pista sobre o seu paradeiro. Michael sofre, consegue tocar sua vida, mas sempre se pergunta se havia feito alguma coisa errado. Teria ele traído a confiança sua amada?

Anos depois, os dois se reencontram, mas em um contexto muito diferente. Ele, como estudante de Direito que acompanha um julgamento sobre crimes de guerra. Ela, no banco dos réus, acusada de atrocidades em um campo de concentração nazista. Hannah parece não se defender corretamente. Omite informações, perde oportunidades para atenuar sua sentença. Pouco a pouco Michael descobre o motivo: Hannah guarda um grande segredo, do qual Michael tomara contato anos antes, mesmo sem se dar conta.

A partir daí, Michael passa a ser atormentado por diversas questões: deve ele contar para o juiz o que sabe, mesmo correndo o risco de trair a confiança de Hannah, que parece querer manter o sigilo? Como conciliar o seu amor por Hannah com o fato de ela ter sido guarda de prisão em um tempo tão tenebroso da história?

“O Leitor” é um livro de múltiplas camadas e nuances. Na Alemanha e em outros países onde o livro foi traduzido, sua leitura chegou a causar mal-estar, já que fora equivocadamente lido como uma defesa de uma criminosa nazista. Na verdade, o livro não é nada disso, mas sim uma obra complexa sobre amor, vergonha, piedade e, sobretudo, as feridas de uma geração, a ambivalência e os medos dos seres-humanos. O livro de Schlink escapa do lugar-comum de obras sobre o Holocausto. Ao invés de culpa – coletiva ou condenações, os personagens não justificam seus erros, mas os reconhecem e, com base neles, estabelecem relações tensas e conflituosas, algo que está muito mais próxima de nossa realidade.

Escrito com grande sensibilidade e estética fina, “O Leitor” ganhou uma adaptação também muito boa para o cinema. Acompanhar Michael é uma missão solitária, mas não melancólica. É uma vida que busca libertação, que busca compreender o outro e a si mesmo, uma luta pelo direito de viver.

Em certo momento do livro, ao refletir sobre a própria geração, Michael (no fundo, Schlink) afirma para si mesmo: “Não devemos ter a pretensão de compreender o que e incompreensível, não temos o direto de comparar o que é incomparável, não temos o direito de investigar, porque quem investiga, mesmo sem colocar nas perguntas as atrocidades, faz delas objeto da comunicação, não as tomando algo diante do que só se pode emudecer, horrorizado, envergonhado e culpado.”.

Páginas: 239

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Escrito por elisabetecunha2008

09/30/2009 em 16:35